Dor nas costas? Sentado ou em pé?

Quem sou
Joe Dispenza
@joedispenza
FONTES CONSULTADAS:

wikipedia.org

Autor e referências

Geralmente, os membros de academias com problemas nas costas s√£o aconselhados a sentar-se durante a realiza√ß√£o dos exerc√≠cios, por ser considerado mais seguro. Sabemos como dar uma raz√£o para esse conselho t√£o comum? Boooooooo ... ou "√© assim mesmo". √Č precisamente pela ocorr√™ncia de tais situa√ß√Ķes que devemos falar apenas da ci√™ncia adquirida e n√£o de boatos ou para seguir a m√°xima: ‚Äúassim fazem todos‚ÄĚ.
Neste setor as teorias baseadas em experiências empíricas são muitas, mas a ciência é uma e inequívoca!



 

Então, vamos ver o que a ciência nos diz


A resist√™ncia da coluna vertebral √© dada pelo n√ļmero de suas curvas ao quadrado + 1:

 

R = N² + 1

 

A coluna vertebral vista no plano sagital (lateral) tem 3 curvas (duas lordoses: coluna lombar e cervical, e uma cifose: coluna dorsal).
A presença dessas três curvas garante o rendimento máximo (fórmula 1 de base), enquanto a redução ou desaparecimento de uma delas induz (fórmula 2 de base) uma queda drástica na resistência.

 

F√≥rmula n. 1          R = 3¬≤ + 1 = 100%
F√≥rmula n.2           R = 2¬≤ + 1 = 50%

 

O que acontece quando nos sentamos?


A parte terminal da coluna vertebral (sacro) está anatomicamente ligada à pelve e, portanto, vinculada a todos os seus movimentos.
Ao sentarmos induzimos, atrav√©s da flex√£o das coxas na pelve, uma retrovers√£o desta, com a conseq√ľente redu√ß√£o da lordose lombar. Como resultado, as curvas da coluna v√£o de 3 para 2, reduzindo, como vimos, a resist√™ncia de toda a coluna. Esta situa√ß√£o √© absolutamente fisiol√≥gica, mas imagine-a com uma carga acima da cabe√ßa (por exemplo, lento com uma barra). Neste caso, a resist√™ncia das costas √© reduzida (porque sentado) e ao mesmo tempo a compress√£o aumenta significativamente (carga sobre a cabe√ßa).




Diante do exposto, voc√™ ainda tem certeza de que os exerc√≠cios sentados s√£o mais seguros do que os em p√©?  
Sem falar quando se recomenda at√© mesmo levantar as pernas em um degrau, levando a coluna lombar de uma lordose para uma cifose (o m√°ximo da antifisiologia). 

Depois dessas considera√ß√Ķes, como amante do ferro, pergunto: a famosa imprensa militar (lenta com barra em p√©), que durante anos foi rebaixada a um exerc√≠cio exageradamente nocivo para as costas, talvez n√£o seja t√£o perigoso como dizem, ou pelo menos, √© menos prejudicial do que a cl√°ssica sess√£o lenta?

Ent√£o?

A partir de hoje, todo mundo quer fazer exercícios em pé?
Depende!
Depois de anos de estudo e prática neste setor, percebi que não há regra fixa, mas sim a pessoa, em quem temos que bordar um vestido feito sob medida, quebrando clichês e aplicando com rigor a ciência.
Por esse motivo, poderíamos dividir as pessoas "normais", que frequentam uma academia, em duas categorias: sujeitos hipo e hiperlordóticos.

Sujeitos hipolordóticos

Sujeitos hipolord√≥ticos t√™m uma curva lombar reduzida; conseq√ľentemente, a resist√™ncia de toda a coluna vertebral tamb√©m √© reduzida. Isso significa que todas as pessoas hipolord√≥ticas que desejam se aproximar da cultura f√≠sica, ou que j√° fazem isso h√° algum tempo, estariam mais seguras se realizassem os exerc√≠cios em p√©. Essa seguran√ßa √© dada pelo "pux√£o" que o m√ļsculo iliopsoas exerce sobre as v√©rtebras lombares.
Este m√ļsculo se origina dos corpos da 12¬™ v√©rtebra tor√°cica e das v√©rtebras lombares L1-L5, e ent√£o se insere no troc√Ęnter menor do f√™mur (em nosso mundo, a anatomia √© tudo). Por ser um flexor muito poderoso, quando estamos de p√© o iliopsoas, agarrando o f√™mur, traciona as v√©rtebras lombares, impondo-lhes uma posi√ß√£o correta de normolordose.   
Portanto, devemos preferir exercícios em pé para trabalhar, por exemplo, os ombros e os braços.
Mesmo os agachamentos e estocadas, com alguns truques, s√£o excelentes e s√£o prefer√≠veis aos leg press normais, que acentuam o problema quando sentado, muitas vezes causando dores nas costas.   
Mesmo o t√£o querido abd√īmen n√£o pode ser muito treinado por esta categoria de sujeitos, pois estando anatomicamente unido ao ap√™ndice xif√≥ide (esterno) e √† s√≠nfise p√ļbica (pelve), sua contra√ß√£o cont√≠nua ou excessiva afetaria a coluna lombar, reduzindo ainda mais sua lordose. .



 

Sujeitos hiperlordóticos

Sujeitos hiperlordóticos são exatamente o oposto do grupo descrito anteriormente, tendo uma curva lombar acentuada. Portanto, tendo em vista a descrição acima, exercícios na posição ortostática devem ser evitados, pois aumentariam ainda mais a curva lombar.
Portanto, os vários leg press devem ser preferidos aos agachamentos ou estocadas, pois são recomendados exercícios sentados para ombros, braços, etc.
Atenção adicional deve ser dada ao batente da perna da máquina lat. A pressão exercida pelas pernas sobre esse forro, de fato, induz indiretamente uma contração do iliopsoas que, como vimos, aumenta a lordose lombar. Portanto, indivíduos hiperlordóticos devem remover esse enchimento.
Nessa categoria, o trabalho abdominal pode ser feito de forma mais do que tranquila, mas sempre sem exageros, pois o overtraining muscular n√£o traz benef√≠cios est√©ticos, mas apenas altera√ß√Ķes posturais.


 

Bom treino a todos!
  

Bibliografia



Donskoy - Zatziorskij KL Biomeccanica. Ed. SSS, Roma 1983 
Bogdanov L., Iavanov P. Biomec√Ęnica de exerc√≠cios f√≠sicos. Ed. SSS, Roma 1989 
Guyton A. Tratado de Fisiologia M√©dica. Piccin Editore, Padua, 1995 
Balboni GC Human Anatomy. EdiErmes, Mil√£o, 1998 
McMinn S., AAVV Functional and clinic anatomy. Ed. UTET, Mil√£o, 2001 


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