close
    search Buscar

    Considere a dor uma pedra em seu caminho, n√£o um lugar para acampar

    Quem sou
    Robert Maurer
    @robertmaurer
    FONTES CONSULTADAS:

    wikipedia.org

    Coment√°rios sobre o item:

    aviso de conte√ļdo

    ‚ÄúUse a dor como uma pedra em seu caminho, n√£o um lugar para acampar‚ÄĚ, disse Alan Cohen, referindo-se aos momentos em que decidimos ficar confort√°veis ‚Äč‚Äčna sombra da dor.

    Podemos aprender a nos relacionar com a dor e o sofrimento como faríamos com uma pedra encontrada em nosso caminho. Não podemos negar sua existência e provavelmente se tornará um obstáculo que nos incomoda, mas a coisa mais sensata a fazer é descobrir como deixá-lo para trás.


    O gr√£o de mostarda: a par√°bola budista que nos mostra como enfrentar o sofrimento

    “Há muito tempo, uma jovem perdeu o filho. A dor e o sofrimento foram tão grandes que ela vagou pelas ruas implorando por um remédio mágico que pudesse restaurar a vida de seu filho. Alguns olharam para ela com pena, outros zombaram dela e a chamaram de "louca".


    Um homem s√°bio, vendo seu desespero, disse-lhe:

    - Só existe uma pessoa no mundo que pode fazer o milagre. Ele mora no topo da montanha. Vá e pergunte a ele.

    A mulher subiu a montanha e orou:

    - Oh Buda, restaure a vida do meu filho.

    Buda disse a ele:

    - Volte para a cidade e vá de porta em porta. Você vai ter que me trazer um grão de mostarda de uma casa onde ninguém morreu.

    O coração da mulher recuperou a esperança enquanto ela corria da montanha para a cidade. Na primeira casa ele disse:

    - Buda me pediu para tirar um grão de mostarda de uma casa onde ninguém morreu.

    "Muitos morreram nesta casa", responderam eles.

    Ent√£o a mulher foi para o pr√≥ximo, mas eles deram a ele a mesma resposta. O mesmo aconteceu na terceira casa, na quarta, na quinta e assim por diante em toda a cidade. Ele n√£o conseguiu encontrar uma √ļnica casa que n√£o tivesse sido visitada pela morte.



    Ent√£o, a mulher voltou para a montanha.

    - Você trouxe o grão de mostarda? - perguntou Buda.

    - N√£o, e n√£o estou procurando mais. Estou come√ßando a entender o que voc√™ queria me ensinar. Cego de dor, pensei que era o √ļnico que sofria.

    - Então por que você voltou? -

    - Para pedir que você me ensine a verdade.

    Ao que Buda respondeu:

    - Se voc√™ quiser saber a verdade sobre a vida e a morte, deve entender que no universo s√≥ existe uma lei que n√£o est√° sujeita a mudan√ßas: todas as coisas mudam e nada √© permanente ‚ÄĚ.

    Essa parábola nos ensina que a dor e o sofrimento fazem parte da vida, não faz sentido tentar fugir deles, mas também não faz sentido prolongá-los indefinidamente, apegando-se a pensamentos negativos recorrentes que só fazem piorar o sofrimento.

    Por que ficamos presos no sofrimento?

    Quando a adversidade bate à nossa porta, é difícil nos recuperarmos do golpe. Às vezes somos pegos de surpresa, outras vezes é tão forte que nos faz perder nossos referenciais psicológicos.

    A recupera√ß√£o n√£o √© f√°cil e todos precisam de um per√≠odo de tempo mais curto ou mais longo. Na verdade, nem todos temos o mesmo ritmo de recupera√ß√£o, porque n√£o atribu√≠mos o mesmo significado emocional √†s situa√ß√Ķes e n√£o temos os mesmos recursos de enfrentamento. No entanto, precisamos ter certeza de que n√£o ficaremos presos no sofrimento, n√£o precisamos ficar t√£o apegados √†quela "pedra" at√© que ela se transforme na √°rea para acampar.

    Uma das principais raz√Ķes pelas quais estamos presos no sofrimento √© que nos recusamos a aceitar o que aconteceu. Sabemos que, quando deixarmos esse sofrimento para tr√°s, podemos virar a p√°gina. E √†s vezes n√£o queremos seguir em frente porque pensamos que isso significaria esquecer a pessoa que n√£o est√° mais l√°, ou presumir que n√£o podemos fazer mais nada para remediar uma situa√ß√£o na qual n√£o nos sentimos confort√°veis.



    √Č um bloqueio mental paradoxal, pois n√£o queremos nos sentir mal, mas tamb√©m n√£o queremos nos sentir bem, porque em nossa mente isso significaria deixar para tr√°s uma parte da vida com a qual ainda nos identificamos.

    Em alguns casos, esse paradoxo pode ser causado pela culpa. Ou seja, deixamos de nos perdoar pelo que fizemos ou paramos de fazer e nos punimos por meio dessa dor. Dessa forma, o sofrimento se torna uma forma de expiar a culpa.

    Infelizmente, podemos nos sentir culpados sem estar totalmente cientes disso, ent√£o permitimos que a culpa se torne uma condi√ß√£o cr√īnica que afeta nossa resili√™ncia.

    3 ideias que você precisa aceitar para superar a dor e o sofrimento

    Para deixar o sofrimento para trás, é importante entender que nossos instintos nos levam a lutar contra a dor. Geralmente é um instinto protetor, mas em alguns casos, especialmente quando se trata de dor psicológica, ele se transforma em sofrimento e torna-se contraproducente.


    Para superar esse bloqueio emocional, devemos assumir estes três conceitos:

    1. Negar o que aconteceu não fará com que o problema desapareça. Manter-se na fase de negação, esperando que o que aconteceu foi apenas um pesadelo, não vá resolver o problema e muito menos torná-lo menos infeliz, pelo contrário, só vai agravar o sofrimento. Praticar a aceitação radical pode ajudá-lo.

    2. Virar a p√°gina n√£o significa esquecer. Continuar com sua vida n√£o significa que voc√™ vai esquecer, ou que o acontecimento ou pessoa ser√° menos significativo para voc√™, significa simplesmente que voc√™ se adaptou √†s novas circunst√Ęncias e se tornou uma pessoa mais resiliente. Nem mais nem menos.

    3. O sofrimento não elimina a culpa. O sofrimento não elimina a culpa e não garante o perdão. O que realmente o faz continuar é aprender a lição. E você só aprende a lição quando amadurece, o que significa que continua avançando em seu caminho.


    Lembre-se de que chega um momento em que, depois das lágrimas e da tristeza, é essencial se unir e seguir em frente, ou você corre o risco de cair na depressão.

    Adicione um coment√°rio a partir de Considere a dor uma pedra em seu caminho, n√£o um lugar para acampar
    Comentário enviado com sucesso! Vamos analisá-lo nas próximas horas.