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    Dos estudos ao trabalho

    Quem sou
    Robert Maurer
    @robertmaurer
    FONTES CONSULTADAS:

    wikipedia.org

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    O momento de transição dos estudos para o trabalho é muito complexo e difícil de lidar. Hoje, entre outras coisas, assume cada vez mais uma dimensão temporal mais alargada, a ponto de se tornar uma fase real mais ou menos longa em que nos encontramos a ter que construir uma das delicadas e decisivas passagens da vida.

    Num simp√°tico discurso no Corriere della Sera, Pier Luigi Celli escreveu que quando se est√° neste per√≠odo, os jovens, olhando de perto, s√£o como se estivessem "na fronteira", onde "muitas certezas se confundem" e as primeiras s√£o experimentados. frustra√ß√Ķes. Essa etapa, continua Celli, √© ‚Äúcomo entrar em uma terra estrangeira‚ÄĚ.



    A imagem é muito eficaz porque é capaz de comunicar o estado de profunda solidão em que o jovem pode se encontrar nesta transição. Daí a multiplicidade e variedade de comportamentos que podem ser assumidos; há quem se empolgue muito, por exemplo, colocando entrevistas depois de entrevistas, se deixando levar por esse vórtice comunicacional e pela ansiedade de alcançar a meta.

    Outros passam de um est√°gio para outro se perguntando se todos esses "bits" de conhecimento organizacional ser√£o realmente √ļteis. Muitos, ao inv√©s, confiam no acaso e, em sil√™ncio, desaparecem na primeira ocasi√£o que lhes acontece, talvez inconsistentes com as suas expectativas, mas capazes de "desmascarar" o problema e acabar com as perguntas ou olhares ansiosos ou curiosos dos pais, familiares e amigos.

    Infelizmente, outros perdem o "fio" e passam a pensar que o problema é dos outros e que essa situação terá que ser desvendada por outra pessoa; mas quem poderia fazer isso?

    A verdade √© que nesta passagem crucial da escola para o trabalho, novas grelhas de leitura s√£o necess√°rias para poder "ler" contextos organizacionais, mercados, ambi√ß√Ķes e "tempos".



    √Č muito dif√≠cil gerir esta transi√ß√£o sozinha e um bom investimento formativo, de grande utilidade social, seria realmente aumentar as iniciativas de colabora√ß√£o entre universidades e empresas para encontrar formas de coaching para jovens ‚Äúna fronteira‚ÄĚ por mulheres e homens com experi√™ncia que eles se tornem seus novos "mestres".

    No entanto, s√£o necess√°rias aptid√Ķes particulares como a paix√£o e a motiva√ß√£o para se relacionar com estes jovens, para questionar-se, ‚Äúabrindo‚ÄĚ as suas hist√≥rias pessoais feitas de sucessos e fracassos, de virtudes e mis√©rias humanas.

    O apoio aos jovens na fase de entrada no mundo do trabalho é uma dimensão central na qual podemos exercer de forma concreta aquela "generosidade" que muitas vezes nos falta em muitas áreas e também no mundo do trabalho.

    Esta √ļltima reflex√£o, ent√£o, nos permite colocar o valor da experi√™ncia e da pessoa na sua concretude, unicidade e disponibilidade com arrog√Ęncia no centro das aten√ß√Ķes, relativizando o das organiza√ß√Ķes. Significa tamb√©m que o apoio concreto aos jovens nesta dif√≠cil transi√ß√£o s√≥ pode ser alimentado - bem como pela confian√ßa e pelas experi√™ncias, como nos lembra Gian Vittorio Caparra [Temas modernos, Giunti, Floren√ßa, 2003] - antes de tudo pelo empenho e pela individualidade responsabilidades em vez de f√≥rmulas e programas, mesmo que tamb√©m sejam importantes.


    Nessa perspectiva, compartilho plenamente o que uma gerente de sucesso, Andrea Guerra, ex-CEO do Grupo Luxottica, sugeriu aos jovens 



    ‚Äú... n√£o escolha os caminhos tanto quanto os professores, escolha os l√≠deres ao inv√©s do trabalho, os professores ao inv√©s das escolas, as pessoas ao inv√©s dos contextos‚ÄĚ.

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