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    Por que somos mais gentis com os estranhos?

    Quem sou
    Robert Maurer
    @robertmaurer
    FONTES CONSULTADAS:

    wikipedia.org

    Coment√°rios sobre o item:

    aviso de conte√ļdo

    √Č mais comum do que voc√™ imagina, todos n√≥s j√° fizemos isso: seja mais gentil com os estranhos do que com as pessoas que amamos. √Č mais f√°cil dizer n√£o a algu√©m pr√≥ximo a n√≥s do que a uma pessoa desconhecida, ficamos zangados com mais facilidade com aqueles que amamos do que com o resto das pessoas. Por qu√™? Os motivos que nos levam a ser mais gentis com os estranhos do que com as pessoas que amamos s√£o diferentes e na maioria dos casos se sobrep√Ķem, gerando um coquetel explosivo que se n√£o for identificado a tempo pode comprometer nossos relacionamentos por dentro.
    1. Melhor conhecimento. A sabedoria popular diz que o problema está na familiaridade. Na prática, quando conhecemos bem uma pessoa, descobrimos seus hábitos, peculiaridades e defeitos, que com o tempo começam a nos incomodar. Por outro lado, quando interagimos com uma pessoa que não conhecemos, estamos interagindo com uma imagem fictícia que usamos como referência até que a conhecemos completamente. Mas tudo isso explica apenas uma pequena parte do problema.
    2. Menos toler√Ęncia. A familiaridade n√£o √© o √ļnico fator que causa atrito em relacionamentos mais √≠ntimos. Na verdade, √© bastante improv√°vel que todas as caracter√≠sticas que nos levaram a amar a outra pessoa de repente comecem a nos incomodar. Na verdade, acontece que com o tempo vamos reduzindo o n√≠vel de toler√Ęncia em rela√ß√£o ao que nos incomoda. Os comportamentos negativos t√™m um efeito cumulativo, ent√£o chega um ponto em que achamos dif√≠cil toler√°-los e, como resultado, ficamos irritados e perdemos a paci√™ncia.
    3. Fraco autocontrole. A familiaridade tamb√©m deixa sua guarda baixa, especialmente no n√≠vel de autocontrole. Ao nos sentirmos mais √† vontade com uma pessoa, tamb√©m estaremos mais propensos a sempre dizer o que pensamos e expressar nossos sentimentos com mais liberdade. Por um lado, isso √© bom porque nos permite nos libertar das m√°scaras sociais ao mostrar nosso "eu" mais profundo, mas, por outro lado, tamb√©m nos torna mais propensos a ficar com raiva, mostrar nossa insatisfa√ß√£o e criticar. Enquanto com um estranho medimos nossas a√ß√Ķes e palavras com muito mais cuidado, com uma pessoa pr√≥xima a n√≥s tendemos a ser mais expansivos, e talvez por isso muitas vezes surjam discuss√Ķes.

    Cosa possiamo fare?

    Obviamente, n√£o gostamos de ser desagrad√°veis ‚Äč‚Äčcom as pessoas ao nosso redor e, √†s vezes, at√© nos sentimos culpados quando o fazemos. Como corrigi-lo?1. Pare e pense como seria a vida sem as pessoas que voc√™ amaO objetivo √© gerar um sentimento de gratid√£o e nada desperta mais gratid√£o do que o medo da perda. Na verdade, ficou demonstrado que podemos imaginar concretamente a perda de uma pessoa e isso √© o suficiente para gerar gratid√£o em n√≥s pelo simples fato de t√™-la ao nosso lado. Voc√™ pode fazer uma pequena pausa no seu dia a dia para pensar sobre as mil maneiras pelas quais voc√™ pode perder seus sentimentos. pessoas que voc√™ ama. Na verdade, ir para casa e conhec√™-los j√° √© um pequeno milagre di√°rio que nunca percebemos. Se voc√™ imaginar vividamente como se sentiria sozinho, √© mais f√°cil essa rea√ß√£o emocional surgir e voc√™ se sentir grato por ter aquela pessoa ao seu lado. Se voc√™ imaginar como lidaria sozinho com aqueles momentos que normalmente compartilha, que voc√™ se tornou uma rotina agrad√°vel, como dormir juntos, jantar ou apenas dar uma caminhada, provavelmente sentir√° uma sensa√ß√£o de vazio.
    2. Passe algum tempo com essas pessoas, junto com outrasQuem somos depende, em grande parte, de com quem sa√≠mos. Na verdade, voc√™ provavelmente j√° percebeu que se comporta de maneira diferente quando est√° com sua fam√≠lia, amigos ou colegas. Temos diferentes ‚Äúeus‚ÄĚ e cada um deles se manifesta de acordo com quem est√° ao lado, por isso, √© aconselh√°vel passar algum tempo com as pessoas que voc√™ ama em diferentes contextos sociais, para que esses diferentes ‚Äúeus‚ÄĚ apare√ßam. Na verdade, voc√™ costuma se comportar de maneira mais gentil e respeitosa com estranhos e √© bom que fa√ßa este exerc√≠cio para ajud√°-lo a redirecionar esses comportamentos positivos para a pessoa que voc√™ ama. Em pouco tempo, a din√Ęmica do seu relacionamento mudar√° positivamente, sendo tamb√©m um excelente exerc√≠cio para nos conhecermos melhor e, ao mesmo tempo, permitirmos que eles descubram as outras facetas da nossa personalidade. Lembre-se de que os relacionamentos n√£o devem limitar o seu "eu", mas torn√°-lo maior.
    3. Fa√ßa uma pausa com essas pessoas para ajud√°-lo a crescerN√£o se trata de pedir um tempo para refletir e recuperar a toler√Ęncia, porque com isso, quando voc√™ voltar ao relacionamento, tudo ser√° como antes. Em vez disso, trata-se de reservar um tempo para colocar as coisas em perspectiva, para se concentrar melhor no relacionamento - √© sobre mover-se pelo mundo sozinho para se relacionar com outras pessoas que podem ajud√°-lo a mostrar o seu melhor lado. Conforme voc√™ cresce como pessoa, voc√™ ser√° capaz de trazer muito mais para o relacionamento, tornando-o assim maduro. Ao mesmo tempo, voc√™ valorizar√° muito mais a pessoa que tem ao seu lado, para que seja naturalmente mais paciente e gentil. Considere que, de certa forma, quando vivemos um relacionamento, somos muito mais do que duas pessoas interagindo uma com a outra. outra, na verdade √© criada uma terceira pessoa: a pessoa que somos juntos, uma fus√£o da influ√™ncia recursiva que cada um exerce sobre o outro. Portanto, como as pessoas ao nosso redor costumam exercer mais controle sobre o que sentimos do que n√≥s, e como temos mais controle sobre suas emo√ß√Ķes do que eles, tamb√©m se trata de assumir a responsabilidade de extrair o melhor dos outros. E para isso precisamos crescer e amadurecer, n√£o devemos nos enganar, pessoas diferentes trazem √† tona aspectos diferentes de n√≥s mesmos. Quando conhecemos algu√©m mostramos o nosso melhor "eu", mas com o tempo essa identidade vai mudando. Nos relacionamentos, essas pequenas mudan√ßas devem gerar uma rea√ß√£o no outro, com o objetivo de que a terceira pessoa que constru√≠mos juntos se adapte √†s novas circunst√Ęncias . Depois de meses ou anos, o novo "eu" que o outro traz de n√≥s pode ser completamente diferente de nossa identidade original, e podemos nem gostar disso. Isso significa que, em alguns casos, quando a pessoa ao nosso lado √© apenas capaz de trazer √† tona o que h√° de pior em n√≥s mesmos, gerando um sentimento de constante insatisfa√ß√£o, ent√£o talvez tenha chegado a hora de explorar novos horizontes.
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