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    Insultar uma pessoa só mostra imaturidade e falta de argumento

    Quem sou
    Joe Dispenza
    @joedispenza
    FONTES CONSULTADAS:

    wikipedia.org

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    aviso de conte√ļdo

    Praticamente todos nós já fomos alvo de comentários ofensivos e é até provável que, ocasionalmente, tenhamos insultado alguém. Com efeito, o costume de insultar é universal e transversal a todas as culturas.

    Em qualquer caso, os insultos s√£o a forma mais inferior de expressar desacordo. N√£o cont√™m racionalidade nem argumenta√ß√£o, mas fecham a porta ao entendimento e p√Ķem fim a qualquer possibilidade de di√°logo. O insulto √© a express√£o de uma incapacidade de manter o autocontrole e da aus√™ncia de raz√Ķes v√°lidas para desmontar a fala do outro. Por isso Di√≥genes dizia que "o insulto desonra quem o profere, n√£o quem o recebe".



    Por que insultamos?

    Geralmente os insultos est√£o convencidos de que a culpa √© do outro. √Č o outro quem faz mal, nos provoca ou nos decepciona. Por uma raz√£o ou outra, a situa√ß√£o nos deixa com raiva e reagimos insultando a pessoa que consideramos culpada de nos fazer sentir aquelas emo√ß√Ķes desagrad√°veis.

    Freq√ľentemente, o insulto tamb√©m √© o resultado de uma amea√ßa percebida. Quando acreditamos que uma pessoa amea√ßa ou frustra nossos planos, respondemos insultando-a. Insultar uma pessoa, na verdade, √© uma resposta relativamente comum quando acreditamos que ela violou as normas e valores sociais com os quais nos identificamos.

    Seja como for, insultar √© uma forma inadequada de regular nossas emo√ß√Ķes. Ajuda-nos a liberar a tens√£o e a ativa√ß√£o fisiol√≥gica produzida pela raiva e frustra√ß√£o. O insulto √© uma rea√ß√£o prim√°ria, uma maneira r√°pida e f√°cil de desabafar. Isso significa que quanto mais furiosos estivermos, mais ofensivo ser√° o insulto.

    Al√©m disso, os insultos n√£o s√£o apenas uma sa√≠da para as emo√ß√Ķes, mas tamb√©m servem como uma justificativa. Insultar uma pessoa √© culp√°-la, quer ela tenha ou n√£o. √Č apontar o dedo acusat√≥rio a algu√©m que, presumivelmente, √© o respons√°vel pelo nosso desconforto e pela situa√ß√£o gerada. Portanto, os insultos tamb√©m s√£o uma forma de escapar de nossas responsabilidades.



    Os tipos mais comuns de insultos

    Pesquisadores da Universidade de Michigan analisaram personalidades "altamente avaliativas", aquelas pessoas que tendem a julgar os outros e a si mesmas de maneira rígida. Veja como eles descobriram quais eram os tipos de insultos mais comuns que usaram:

    1. In√ļtil. Muitos insultos di√°rios se concentram precisamente em destacar a inutilidade da pessoa. O objetivo deles √© minar o valor dela, fazendo-a se sentir in√ļtil, incapaz ou insignificante. Isso diminui o valor e o m√©rito da pessoa ferida.

    2. Estupidez. Visto que a intelig√™ncia √© um valor muito valioso na maioria das culturas, n√£o √© surpreendente que muitos insultos se concentrem nessa qualidade. Rotular uma pessoa como imbecil, est√ļpida ou ignorante √© uma tentativa de menosprezar suas id√©ias e obliter√°-las intelectualmente.

    3. deprava√ß√£o moral. Todas as culturas t√™m um conjunto de valores e conven√ß√Ķes sociais compartilhados. As pessoas que violam as regras correm o risco de exclus√£o social porque se acredita que amea√ßam o status quo. Por esse motivo, muitos insultos s√£o direcionados a comportamentos considerados deplor√°veis, vergonhosos ou inaceit√°veis.

    4. Peculiaridades. Outro tipo de insulto incide sobre as características mais singulares das pessoas, principalmente aquelas que são percebidas como muito distantes da norma e que geram uma sensação de desconforto. Nesse caso, procura-se apresentar a pessoa como a "ovelha negra", que não merece atenção ou respeito por ser diferente.

    O que as pessoas que insultam devem saber?

    O insulto √© um abuso. Insultar seu parceiro √© um abuso. Insultar uma crian√ßa, colega, amigo, pais ou mesmo aquela pessoa que n√£o conhecemos na Internet tamb√©m √© abuso. √Č agress√£o. Desrespeito. Falta de empatia. E, acima de tudo, √© um sinal de incr√≠vel pobreza intelectual.



    Na verdade, o insulto diz mais sobre a pessoa que insulta do que sobre a que está sendo insultada. Ele diz que essa pessoa não consegue se controlar. Que não tem argumentos convincentes para refutar as ideias do outro. Que sua rigidez cognitiva o impede de falar. Que sua insegurança é tão grande que sente necessidade de insultar. E que não é capaz de enfrentar o desconforto gerado pelo diferente.

    A pessoa que insulta também deve entender que pedir perdão não resolve muita coisa. Quando o insulto se torna um hábito, acaba causando muitos danos aos outros. Na verdade, um estudo realizado na Illinois State University descobriu que mesmo os insultos mais sutis afetam nosso desempenho cognitivo.

    Portanto, se uma pessoa for insultada repetidamente, isso ter√° um efeito negativo. As feridas do intelecto e da auto-estima n√£o s√£o t√£o f√°ceis de curar e certamente n√£o se resolvem pedindo perd√£o.

    Em vez disso, as pessoas que t√™m o insulto f√°cil devem aprender a discordar sem atacar. Viver com as diferen√ßas ouvindo o outro. Pense antes de falar para n√£o entrar na din√Ęmica da frustra√ß√£o e dos insultos. Devem compreender que as coisas n√£o s√£o apenas como as veem e que n√£o possuem uma verdade absoluta que lhes permita julgar os outros com arrog√Ęncia.

    Como responder a um insulto sem perder a paciência?

    Os insultos s√£o frequentemente percebidos como um ataque que desencadeia outros insultos. Essa espiral n√£o √© boa para ningu√©m. Para n√£o cair nesse c√≠rculo vicioso t√≥xico, o primeiro passo √© entender que insultar significa ofender algu√©m, provocando e irritando-o com palavras ou a√ß√Ķes, mas tamb√©m significa que temos o poder de n√£o desistir. Uma forma assertiva de responder a um insulto √©:


    ‚ÄĘ Fatos. Descreva a situa√ß√£o que nos incomoda, limitando-nos aos fatos. Por exemplo: ‚ÄúReparei que quando estou errado me insultais dizendo que sou um in√ļtil‚ÄĚ.


    ‚ÄĘ Emo√ß√Ķes. Expresse como esse comportamento nos faz sentir, sem recrimina√ß√£o. Por exemplo: "Quando voc√™ me diz que sou in√ļtil, fico triste, frustrado e com vergonha."

    ‚ÄĘ Empatia. Tenha empatia com a pessoa, por mais dif√≠cil que seja, tentando entender seu ponto de vista. Por exemplo: "Eu entendo que voc√™ n√£o est√° fazendo isso com m√°s inten√ß√Ķes, talvez meus erros tenham te chateado."

    ‚ÄĘ Alternativo. Ofere√ßa solu√ß√Ķes alternativas para resolver o problema. Por exemplo: ‚ÄúGostaria que voc√™ me ajudasse a melhorar, mas preciso que voc√™ mude a maneira como me faz ver os erros. Vou mudar mais se voc√™ me orientar em vez de me insultar ‚ÄĚ.

    Claro, nem sempre é possível dialogar com quem nos insulta. Se acreditarmos que não podemos chegar a um entendimento, geralmente é melhor priorizar nossa sanidade e esquecê-la. Às vezes, há batalhas que não valem a pena.

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