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    Responsabilidade afetiva, não é sua culpa nem minha, mas nós dois somos responsáveis

    Quem sou
    Robert Maurer
    @robertmaurer
    FONTES CONSULTADAS:

    wikipedia.org

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    Em uma sociedade cada vez mais narcisista e egocêntrica, os relacionamentos líquidos ameaçam se tornar o novo padrão, um padrão de laços frágeis que aumenta a tendência de fugir quando as coisas dão errado. Nesse ambiente, a responsabilidade emocional é rara. No entanto, se quisermos estabelecer relacionamentos maduros, gratificantes e satisfatórios, devemos desenvolver responsabilidade emocional.

    O que é responsabilidade emocional?

    Responsabilidade afetiva é a plena consciência do impacto que nossas palavras e ações têm sobre os outros. Envolve estarmos cientes de que nossos comportamentos têm consequências nas emoções dos outros, sejam elas positivas ou negativas.



    Portanto, esse conceito nos leva a conceber as relações que estabelecemos como espaços em que cada um é influenciado pelas ações e decisões do outro. Isso nos leva a um modelo de relacionamento mais respeitoso e empático com o que os outros podem sentir, em vez de ignorar como afetamos as pessoas ao nosso redor.

    O conceito de responsabilidade emocional não implica adaptar-se aos outros ou colocar constantemente as suas necessidades antes das nossas, mas apenas empenhar-se em construir relações mais justas, respeitosas e transparentes, a partir da consciência de que todos temos a capacidade de gerar emoções também nos outros. como outros, eles podem gerar emoções em nós.

    Essa consciência é o que nos permite comunicar de forma assertiva, com respeito ao outro, e desenvolver a maturidade necessária para assumir nossas responsabilidades e corrigir nossos erros.

    A enorme diferença entre responsabilidade emocional e projeção psicológica

    A responsabilidade afetiva é a antítese da projeção psicológica. Quando projetamos, pensamos em termos de "você é responsável por como me sinto" ou "sou responsável por como você se sente". Consequentemente, isso gera sentimentos de culpa, apego doentio, dependência emocional e comportamentos controladores.


    A projeção psicológica é uma faca de dois gumes. Podemos usá-lo para nos culpar pelas emoções dos outros ou para culpar os outros por como nos sentimos.


    Quando pensamos em termos de projeção psicológica, tendemos a assumir a responsabilidade por como os outros se sentem, a ponto de pensarmos que nossa missão é fazê-los felizes e aliviar sua dor. Por outro lado, quando pensamos em termos de responsabilidade emocional, nos preocupamos com a felicidade do outro e procuramos amenizar o seu sofrimento ao máximo, mas temos consciência de que esse peso não cai totalmente sobre nossos ombros.

    Também podemos cometer o erro de projetar nossos sentimentos nos outros, responsabilizando-os por nossas emoções. Assim, acabamos colocando sobre seus ombros a responsabilidade de nos fazer felizes e os culpamos por nossos infortúnios. Por outro lado, se somos emocionalmente responsáveis, entendemos a influência que os outros têm sobre nós, mas percebemos que temos o poder de mudar esses sentimentos. Então, vamos remover a culpa da equação.

    Não podemos controlar as circunstâncias, mas podemos controlar nossas emoções

    O filósofo Aaron Ben-Zeev explicou que muitas vezes a natureza espontânea das emoções nos faz acreditar que não somos responsáveis ​​por elas. Mas a verdade é que temos poder sobre nossas reações emocionais e podemos usá-lo para melhorar nosso relacionamento com os outros e conosco mesmos.

    As emoções negativas são inevitáveis, mas podemos saber quando as experimentamos e observar como elas afetam as pessoas com quem interagimos. Não estar ciente dos danos que causamos não o apaga. Também podemos compreender como os outros afetam nossos estados emocionais.


    Isso implica aceitar vivenciar certas situações que podem gerar emoções desagradáveis, de forma que, ao invés de nos dedicarmos a nos culpar ou reclamar, precisamos nos projetar no futuro e nos perguntar o que podemos fazer para mudar a situação. Como podemos responder de forma mais assertiva? O que podemos fazer para mitigar os danos? Trata-se de desenvolver uma abordagem proativa.


    Em última análise, temos o poder de decidir quais responsabilidades queremos assumir. Devemos evitar as ideias do tipo "não é meu problema" quando podemos realmente ajudar e a mentalidade do "eu absolutamente preciso fazer alguma coisa" quando não podemos ajudar.

    A responsabilidade afetiva não é apenas uma parte

    Visto que a responsabilidade emocional envolve a compreensão da influência de cada um, exige o compromisso de ambos os lados. Diante de uma situação difícil ou conflitante, é fundamental chegar a acordos em que cada parte assuma suas responsabilidades.

    Para isso, é fundamental estabelecer uma comunicação assertiva. Precisamos ser capazes de expressar o que sentimos, o que queremos, o que nos incomoda, bem como nossas expectativas e ideias. Falar claramente sobre nossos sentimentos cria laços emocionais profundos e constrói pontes para resolver conflitos.

    Essa comunicação assertiva voltada para a celebração de convênios deve ser transparente, mas sempre levando em consideração a opinião e a vontade do outro. Precisamos entender que um relacionamento é formado por mais de uma pessoa, o que pode parecer um truísmo, mas na verdade evitaria muitos conflitos. Precisamos lembrar que não somos os únicos que vivem na terra e começamos a ser mais empáticos ao nos colocarmos no lugar do outro.


    É claro que a responsabilidade emocional não implica agir com perfeição, o que é impossível. Pelo contrário, trata-se de agir com empatia e respeito, recorrer ao diálogo, refletir antes de falar ou agir e assumir as consequências de nossas reações emocionais.

    Não é uma cura milagrosa para a dor e o conflito interpessoal. A possibilidade de magoar outras pessoas ou de ser magoado está sempre latente. Mesmo as tensões não vão embora como num passe de mágica.


    A responsabilidade afetiva simplesmente nos ajuda a parar de lidar com os problemas, assumindo a culpa ou culpando-a. A responsabilidade surge no lugar da culpa, para que os conflitos se tornem uma oportunidade de nos aproximarmos e nos entendermos melhor, a partir de uma posição mais sensível.

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