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    Quando você NÃO deve sair da sua zona de conforto?

    Quem sou
    Louise Hay
    @louisehay
    FONTES CONSULTADAS:

    wikipedia.org

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    Saia da zona de conforto! Essa frase é onipresente, se tornou uma das dicas mais comuns para o crescimento pessoal. Todos nós sabemos que uma vida muito confortável não é boa, que em algum momento temos que assumir as rédeas de nossa existência e agir. É assim.

    É igualmente verdade que é importante enfrentar novos desafios, superar medos, aprender a administrar as incertezas e não se apegar a velhos hábitos que acabam nos sufocando. Mas toda moeda tem seu lado negativo, então não é menos verdade que há momentos em que ficar na sua zona de conforto é a melhor escolha. Há momentos em que é infinitamente mais inteligente NÃO sair dessa área familiar onde você se sente confortável e seguro.



    Os perigos de sair correndo da zona de conforto

    A cultura atual de crescimento pessoal glorifica o ato de sair da zona de conforto. É fácil dizer que todo obstáculo nos aproxima da meta, que quem não se arrisca não tem sucesso - mesmo que esqueçamos que muitas vezes falham miseravelmente - e que devemos superar o medo de sair da zona de conforto para fazer grandes coisas na vida, mas não devemos esquecer que cada uma dessas ações tem consequências. E talvez não estejamos dispostos a lidar com algumas dessas consequências ou simplesmente não valha a pena.

    Sair da zona de conforto - porque todo mundo faz, porque "o médico prescreveu" - sem avaliar adequadamente os riscos e benefícios que essa etapa acarreta, pode ser uma decisão precipitada da qual nos arrependeremos no futuro. Sair da zona de conforto não significa pular no vazio sem pára-quedas, mas preparar o terreno com cuidado antes de dar cada passo.


    Além disso, viver obcecado com a ideia de que devemos deixar nossa zona de conforto pode se tornar a receita mais segura para desenvolver um colapso nervoso. A zona de conforto também é um espaço tranquilo onde podemos descansar e recuperar as forças, para que não tenhamos que viver continuamente fora dela. Há momentos em que ficar na zona de conforto é a melhor coisa que podemos fazer.


    Da zona de conforto para a zona de pânico - através da zona de aprendizagem

    Andy Molinsky, professor de comportamento organizacional da International Business School da University of Brandeis, referiu-se a três espaços relacionados com a zona de conforto.

    1. Zona de conforto. Esta é a zona de conforto que todos conhecemos, onde nos sentimos confortáveis ​​e relativamente seguros à medida que nos movemos por situações familiares, guiados principalmente pelos nossos costumes e hábitos, nesta área sentimos muito pouca ansiedade.

    2. Zona de aprendizagem. É uma área onde ampliamos nossos horizontes. Todas as situações em que experimentamos algum nível de ansiedade estão incluídas, geralmente porque são novas ou envolvem um desafio. Porém, a ansiedade não é exagerada, mas podemos administrá-la, de forma a transformá-la em combustível de motivação e produtividade.

    3. Zona de pânico. É uma área para a qual enfrentamos situações para as quais não estamos preparados e experimentamos um nível de ansiedade muito alto que não sabemos como administrar. Nessa área, é normal sentir-se paralisado ou bloqueado pelo medo, ou o nível de ansiedade é tão grande que desmaiamos psicologicamente sob seu peso.

    Quando entramos na zona de pânico, podemos sentir tanto medo e ansiedade que provavelmente correremos de volta para a zona de conforto, aterrorizados, e nunca ousaremos sair dela.


    Pelo contrário, o crescimento ocorre na zona de aprendizagem à medida que atingimos o nível ideal de produtividade e motivação nesta área. Mas, para aproveitá-lo, devemos nos preparar - ao menos em parte - para o que podemos encontrar nessas novas situações, hipotetizando possíveis planos de ação para superar os obstáculos que nos aguardam.


    Quando é conveniente ficar na zona de conforto?

    • Quando você já experimentou muitas mudanças. Às vezes, a vida nos tira da zona de conforto, fazendo-nos enfrentar situações difíceis para as quais não estávamos preparados. Depois de passar por um período difícil, pode ser uma boa ideia voltar à zona de conforto e ficar lá o tempo que for necessário para recuperar a energia psicológica que consumimos. Não devemos esquecer que levar nossas forças ao limite, exigir muito de nós mesmos, pode fazer com que cheguemos ao fundo do poço emocionalmente e será muito mais difícil nossa recuperação.

    • Quando você sentir vontade de ficar na zona de conforto. Se você disser a si mesmo: “Não quero sair da zona de conforto porque me sinto confortável e foi isso que escolhi”, não precisa se sentir culpado por não querer adicionar mais desafios ou ansiedades à sua vida. Somos todos diferentes, se você está em um lugar porque o escolheu e se sente plenamente satisfeito, não precisa sair da sua zona de conforto - pelo menos por enquanto. Afinal, não podemos perder de vista que sair da zona de conforto só faz sentido se te deixar mais feliz e não o contrário.

    • Quando há bons motivos para permanecer na zona de conforto. Às vezes, simplesmente não é o melhor momento para sair da zona de conforto. Talvez não haja condições mínimas ou você não se preparou o suficiente. Se você está planejando fazer uma grande mudança em sua vida, certifique-se de que é o momento certo, ou pelo menos não é o pior. Você só precisa ter certeza de que tem boas razões para ficar nessa área momentaneamente, que não são desculpas motivadas pelo medo. Para descobrir, imagine que você tem uma borracha mágica. Se você pudesse eliminar a ansiedade, gostaria de dar esse passo? Se a resposta for sim, prepare-se para expandir sua zona de aprendizagem e criar condições. Mas se isso não for realmente o que você deseja fazer, não precisa dar esse passo apenas para "expandir seus limites", especialmente se isso gerar ansiedade desnecessária.



    Saber o seu nível de tolerância ao estresse é a chave para o crescimento

    É importante compreender que a zona de conforto é um conceito subjetivo no qual intervêm vários fatores, incluindo as características da nossa personalidade e o nível de tolerância ao stress. Um introvertido, por exemplo, pode achar a ideia de comparecer a um evento mais problemático do que um extrovertido.

    Além disso, respondemos ao estresse de maneira diferente, por isso é possível que a zona de aprendizado de algumas pessoas seja menor do que a de outras e que elas entrem na zona de pânico mais rapidamente.

    Cada pessoa tem suas próprias limitações e isso não é necessariamente ruim. Negativo e contraproducente é copiar o que os outros fazem para sair de sua zona de conforto, porque pode ser a receita perfeita para o fracasso e a frustração.

    O segredo para crescer sem entrar na zona do pânico é sempre aplicar o antigo aforismo grego: “conheça a si mesmo”. Precisamos conhecer nossos limites e níveis de tolerância ao estresse e à incerteza. Só assim podemos expandir gradualmente a zona de aprendizagem sem ir muito longe.

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