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    Pensamentos ansiosos: Viagem à mente de uma pessoa ansiosa

    Quem sou
    Louise Hay
    @louisehay
    FONTES CONSULTADAS:

    wikipedia.org

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    aviso de conte√ļdo

    Os pensamentos ansiosos seguem seu pr√≥prio curso, como se tivessem vida pr√≥pria. Voc√™ quer parar de se preocupar, mas n√£o consegue. Voc√™ quer parar de se sentir apreensivo, mas √© imposs√≠vel para voc√™. Como resultado, a ansiedade acaba mergulhando voc√™ em uma espiral marcada por medos irracionais, expectativas infundadas e generaliza√ß√Ķes err√īneas.

    Para sair desse círculo vicioso é essencial conhecer e compreender os pensamentos ansiosos, saber quais as cartas mentais que a ansiedade joga e derrotá-la em seu território. Essa "batalha" deve começar com a crença de que a ansiedade não elimina problemas futuros, mas absorve as energias presentes.



    A terrível armadilha da atenção seletiva

    Para entender como os pensamentos ansiosos funcionam, voc√™ pode imaginar que existem "lentes de ansiedade". Ao usar essas lentes, voc√™ n√£o pode evitar ver o mundo atrav√©s delas, o que significa que voc√™ percebe e processa os est√≠mulos do ambiente de forma distorcida. Essas distor√ß√Ķes geram generaliza√ß√Ķes e rea√ß√Ķes emocionais que aumentam ainda mais a ansiedade.

    Na prática, a mente ansiosa se concentra automaticamente nos estímulos que considera ameaçadores. O problema é que ele aciona um mecanismo de atenção seletiva por meio do qual se concentra apenas na parte mais negativa do que está acontecendo, ignorando tudo o que pode ser positivo ou reconfortante.

    A interpretação ameaçadora da realidade

    Uma vez que a pessoa ansiosa vê o mundo através dessas "lentes da ansiedade", ela acaba superestimando as ameaças. A mente ansiosa interpretará um barulho no meio da noite com um assassino entrando em casa, o mau humor do parceiro como um sinal inequívoco de que o relacionamento está prestes a terminar.

    A ansiedade altera o processamento dos estímulos a ponto de considerá-los ameaças irracionais. Eventos ambíguos ou inofensivos também são interpretados como possíveis ameaças que aumentam o nível de alerta. Para a pessoa ansiosa, nenhum lugar é seguro, porque sua mente está constantemente à procura do perigo. Obviamente, viver neste estado de ansiedade acaba apresentando uma conta pesada, tanto física quanto emocionalmente.



    A profunda intoler√Ęncia √† incerteza

    Um dos principais problemas de usar "lentes de ansiedade" √© que voc√™ n√£o ver√° os sinais que transmitem confian√ßa e s√£o incompat√≠veis com suas preocupa√ß√Ķes e com a interpreta√ß√£o amea√ßadora que voc√™ j√° fez. Na pr√°tica, a mente ansiosa rejeita qualquer sinal que implique uma disson√Ęncia cognitiva com sua forma de interpretar o que est√° acontecendo. Portanto, ele n√£o ver√° que embora o parceiro esteja de mau humor e continue a am√°-lo, sua aten√ß√£o se concentrar√° apenas na amea√ßa de separa√ß√£o.

    Basicamente, a pessoa ansiosa tem grande dificuldade em lidar com a incerteza e informa√ß√Ķes aparentemente contradit√≥rias. Quando algu√©m est√° sofrendo de ansiedade, sente que n√£o tem nada a que se agarrar, que n√£o h√° nada s√≥lido. Esse sentimento de instabilidade o leva a buscar freneticamente a seguran√ßa e, embora possa parecer contradit√≥rio, ele a encontra no pensamento de que o mundo √© um lugar amea√ßador. Desta forma, ele elimina a disson√Ęncia cognitiva porque subordina suas percep√ß√Ķes a seus sentimentos e pensamentos.

    As generaliza√ß√Ķes erradas

    A mente ansiosa tende a tirar conclus√Ķes precipitadas, age impulsivamente sem perceber que as lentes atrav√©s das quais ela v√™ o mundo est√£o distorcidas. Como resultado, √© normal chegar a generaliza√ß√Ķes err√īneas que aumentam ainda mais o n√≠vel de ansiedade.

    Para entender como pensa uma pessoa ansiosa, podemos imaginar que todos os perigos, reais e imaginários, são superdimensionados em seu mundo. A pessoa ansiosa tem poucos prazos médios. Se um amigo lhe disser que um cachorro o mordeu, ele pensará que todos os cães são perigosos. Se seu parceiro o deixou no passado, ele pensará que ninguém é confiável. A mente ansiosa generaliza eventos específicos, transformando-os em uma ameaça latente, por isso não é estranho que a pessoa viva em estado de alarme constante e sempre esperando.


    Excessiva preocupação com o futuro

    Como resultado dessas generaliza√ß√Ķes err√īneas, a preocupa√ß√£o se torna um dos principais sintomas de ansiedade. Em um cen√°rio ideal, a preocupa√ß√£o nos ajudaria a resolver o problema, pois nos estimularia a nos preparar para quaisquer contratempos e planejar as etapas a seguir. Mas, na mente ansiosa, a preocupa√ß√£o √© totalmente contraproducente porque n√£o leva a lugar nenhum, mas mant√©m a pessoa nos pensamentos ansiosos recorrentes usuais.


    E o que é ainda mais sério é que a preocupação com o futuro costuma ser vaga e generalizada. A mente ansiosa antecipa que algo ruim vai acontecer, mas não sabe o quê ou quando. Ele sabe que precisa se proteger, mas não sabe como fazê-lo porque não conhece o perigo. A pessoa ansiosa se preocupa com suas habilidades, por exemplo quando tem que fazer um discurso, e pensa em tudo que pode dar errado, mas não se esforça para se preparar para que tudo dê certo. Isso desencadeia um estado de turbulência mental permanente que tende a produzir exaustão severa.

    A sensação de não estar à altura

    Por fim, a mente ansiosa fecha o círculo vicioso fazendo a pessoa acreditar que não será capaz de enfrentar os problemas ou as adversidades. A pessoa ansiosa apresenta baixa autoeficácia, o que significa que não confia em suas habilidades e potencialidades para enfrentar o desafio. Se essa pessoa se considera fraca e incapaz, ela se preocupará mais com os resultados negativos do que em elaborar uma estratégia que permita que ela saia do abismo em que se encontra.

    Quanto maior a d√ļvida sobre seu n√≠vel de compet√™ncia, maior a preocupa√ß√£o, e isso tende a dar lugar ao desamparo aprendido. A pessoa ansiosa que enfrenta um exame, por exemplo, vai se preocupar em ser reprovado. Eventualmente, ele vai acabar pensando que n√£o vai conseguir superar isso e, como resultado, n√£o vai estudar bastante. Assim, a mente ansiosa acaba criando uma profecia autorrealiz√°vel ao ratificar uma vis√£o de mundo catastr√≥fica.


    O resultado s√£o comportamentos defensivos e evitativos

    A pessoa ansiosa geralmente tem um locus de controle externo, pensa que o problema está "lá fora". Por isso, recorrerá a diversos mecanismos de defesa para tirar de si o problema real. Por causa dessas estratégias de autodefesa, ele ignora a verdadeira causa do problema, que sempre atribui aos outros: pais ansiosos, um trabalho muito estressante ou uma sociedade agitada. Qualquer desculpa é boa para não assumir responsabilidades e implementar novas estratégias que a ajudem a tratar a ansiedade.


    Na verdade, pessoas ansiosas costumam ser verdadeiros mestres da evitação. Comportamentos de esquiva são uma estratégia clássica para lidar com a ansiedade, então a pessoa adia o problema que está enfrentando ou recorre à distração para evitar pensar em uma solução. Obviamente, a procrastinação, no longo prazo, agrava o problema e gera ainda mais ansiedade.

    Mas há uma solução

    A boa notícia é que entender os pensamentos ansiosos envolve desmascarar a ansiedade e, portanto, é o primeiro passo para eliminá-la. Este livro para combater a ansiedade irá guiá-lo passo a passo.

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