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    Nascemos mentirosos?

    Quem sou
    Joe Dispenza
    @joedispenza
    FONTES CONSULTADAS:

    wikipedia.org

    Coment√°rios sobre o item:

    aviso de conte√ļdo

    Conhecemos algu√©m e em menos de dez minutos j√° mentimos tr√™s vezes. Ou pelo menos √© o que as estat√≠sticas ap√≥iam. Embora o n√ļmero provavelmente seja um pouco exagerado, √© certo que mentir √© uma pr√°tica comum. Mas ... sobre o que estamos mentindo? Escondemos crimes indescrit√≠veis ou contamos mentiras mesquinhas sobre nosso ambiente social? Essas mesmas perguntas inspiraram um estudo desenvolvido pela Universidade de Massachussets, no qual pesquisadores disseram aos 121 volunt√°rios para manter uma conversa com algu√©m completamente desconhecido por cerca de dez minutos. As pessoas foram divididas em tr√™s grupos: 1. Competente: estes tinham o objetivo de se apresentarem como pessoas competentes, de tal forma que o interlocutor se convencesse dessa imagem. 2. Caro: o objetivo era que seu interlocutor os considerasse pessoas legais. 3. Controle: eles foram simplesmente autorizados a manter uma conversa sem estabelecer nenhuma meta. Os participantes foram filmados durante a conversa e, posteriormente, solicitados a descobrir as mentiras que haviam usado. Disseram-lhes que mentiras n√£o s√£o apenas senten√ßas, mas tamb√©m incluem mem√≥rias falsas ou representa√ß√Ķes de emo√ß√Ķes que n√£o sentiram. Ent√£o, enquanto as pessoas assistiam ao v√≠deo, elas estavam anotando suas pr√≥prias mentiras. Antes de prosseguir com os resultados √© necess√°rio esclarecer que 40% dos participantes afirmaram ter mentido. Afinal, n√£o seria nada fora do comum se eles estivessem fi√©is √† verdade, j√° que n√£o tinham crimes a esconder e era apenas uma conversa com um estranho que eles nunca mais veriam. Em suma, eles n√£o tinham motiva√ß√£o para mentir. No entanto, vamos nos concentrar nos 60% restantes que, em m√©dia, disseram que mentiram pelo menos tr√™s vezes em dez minutos. Suas mentiras foram categorizadas como: mentiras autoproclamadas e mentiras dirigidas ao outro. Resultados? Os homens, em compara√ß√£o com as mulheres, mostraram uma tend√™ncia mais forte de mentir sobre si pr√≥prios, embora ambos os sexos apresentassem um n√≠vel igual no n√ļmero de mentiras contadas. As mentiras tamb√©m s√£o categorizadas em rela√ß√£o ao seu conte√ļdo: emo√ß√Ķes, sucessos, planos, explica√ß√Ķes e fatos. As pessoas que faziam parte do grupo de controle foram as que menos mentiram, enquanto as pessoas que tiveram que se apresentar como competentes foram aquelas que se destacaram pelo elevado n√ļmero de mentiras, principalmente aquelas relacionadas aos seus sentimentos enquanto as pessoas que tiveram para serem vistos como gentios, eles tendiam a mentir sobre o que aconteceu. No entanto, a maioria das mentiras gira em torno de sentimentos, especialmente quando as mulheres queriam parecer competentes e os homens t√£o bons e gentis. Mentiras sobre sentimentos e emo√ß√Ķes tamb√©m s√£o conhecidas como "boas mentiras" e s√£o mais comuns do que podemos imaginar. Basta lembrar qualquer situa√ß√£o em que algu√©m nos perguntasse como est√°vamos e mesmo tendo sido um dos piores momentos da nossa vida, simplesmente respondemos: "bem". Sejamos francos, tecnicamente, mentimos sobre estados emocionais porque h√° uma conven√ß√£o social: se nosso interlocutor √© um estranho, n√£o √© necess√°rio explicar-lhe o quanto nos sentimos mal. Isso seria uma mentira pr√≥-social, uma mentira que n√£o √© considerada moralmente negativa. Assim, essas boas mentiras se convertem em base de ‚Äúmentiras lament√°veis‚ÄĚ, nas quais apelamos √† incerteza para n√£o prejudicar o outro. A vida provavelmente seria mais dolorosa sem essas mentiras di√°rias, n√£o √©?



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