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    Falta de sono: como isso afeta o cérebro

    Quem sou
    Robert Maurer
    @robertmaurer
    FONTES CONSULTADAS:

    wikipedia.org

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    A falta de sono afeta o cérebro e pode causar de tudo, desde demência até obesidade, doenças metabólicas e até, em casos extremos, a morte. Na vida cotidiana, a privação de sono ocorre ao desacelerar nossa reação aos estímulos ambientais, altera nossas habilidades de raciocínio e causa dificuldades para nos concentrarmos nas atividades que são monótonas para nós. Estudos também mostraram que o sono altera nosso desempenho em testes de memória e afeta profundamente nossa capacidade de aprendizado.


    Induz comportamento imprudente

    Um estudo conduzido na Universidade de Minnesota descobriu que a falta de sono faz com que nosso cérebro se comporte como o de um adolescente. Porque? A razão é simples: a privação de sono prejudica o funcionamento dos lobos frontais, que são os principais responsáveis ​​pelo julgamento executivo; ou seja, a capacidade de prestar atenção e tomar boas decisões.


    Os pesquisadores observam que, quando as pessoas estão muito cansadas e precisam dormir, o fluxo sanguíneo para as áreas na frente do cérebro diminui e as ondas cerebrais se movem mais lentamente. Como resultado, nossa capacidade de reagir de forma assertiva aos estímulos ambientais é afetada e temos maior probabilidade de cometer erros ou fazer coisas que nunca teríamos ousado fazer.

    Perdemos tecido cerebral

    Um estudo recente da Universidade de Uppsala, na Suécia, sugere que a falta de sono nos faz perder tecido cerebral. Esses pesquisadores estudaram 15 voluntários jovens e saudáveis, metade dos quais não dormiu durante a noite, enquanto a outra metade se beneficiou de um sono de 8 horas. No dia seguinte, os pesquisadores fizeram exames de sangue e o que encontraram foi surpreendente.


    Altas concentrações de NSE e S-100B, duas moléculas normalmente encontradas em neurônios e células gliais, foram encontradas no sangue de pessoas que não haviam dormido. Este aumento de 20% nos níveis de NSE e S-100B sugere que a falta de sono leva à perda de tecido cerebral. Na verdade, em alguns estudos anteriores, já havia sido verificado que pessoas que sofriam de uma doença neurodegenerativa apresentavam níveis sanguíneos muito elevados dessas moléculas.


    Por que o sono é tão importante para o nosso cérebro?

    Durante o ciclo normal de sono, os níveis de glicose no metabolismo cerebral caem 30%, em comparação com o estado de vigília. Isso ocorre porque durante o sono a quantidade de informações processadas por nosso cérebro é drasticamente reduzida. Por outro lado, quando ficamos acordados, o processamento desta informação continua de tal forma que nossos cérebros continuam a usar glicose.

    O que tudo isso significa em termos de metabolismo?

    Grosso modo, ficar acordado requer mais energia, que nosso corpo extrai da glicose. Nesse processo, chamado de fosforilação oxidativa, ocorre uma pequena quantidade de subprodutos que são conhecidos como espécies reativas de oxigênio (ROS). Obviamente, quanto menor a quantidade de sono, mais substâncias reativas de oxigênio serão produzidas e, eventualmente, causarão danos aos neurônios ou até mesmo a morte.

    A esse respeito, um estudo realizado recentemente no Instituto Nacional de Doenças Neurológicas e Acidentes Cerebrovasculares dos Estados Unidos descobriu que, enquanto estamos acordados e nossos cérebros permanecem ativos, esses produtos residuais continuam a se acumular. No entanto, durante o sono, nos livramos delas por meio de uma rede de pequenos canais que percorrem o fluido espinhal, que é responsável por enviar todas essas toxinas para o fígado, através do qual serão completamente eliminadas do nosso corpo.



    Portanto, a falta de sono não apenas aumenta a quantidade de produtos residuais do metabolismo cerebral, mas também impede sua eliminação. Portanto, não é absurdo especular que a falta de sono pode ser um fator determinante no aparecimento de doenças neurodegenerativas como o Alzheimer, que nada mais é do que o acúmulo de placas produzidas por beta-amilóide, uma proteína que começa destruindo sinapses. E acaba atacando neurônios.


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