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    5 maneiras de pensar que o mantêm preso em um relacionamento tóxico

    Quem sou
    Robert Maurer
    @robertmaurer
    FONTES CONSULTADAS:

    wikipedia.org

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    Todo relacionamento é sempre uma coisa de dois. Até relacionamentos tóxicos. Isso significa que, em certo sentido, também ajudamos a fazer com que o relacionamento chegasse a um ponto em que se tornasse insatisfatório ou mesmo prejudicial. Existem algumas formas de pensar que podem nos manter presos a um relacionamento tóxico, impedindo-nos de romper o vínculo que nos une à pessoa, mesmo que tenhamos consciência de que esse vínculo está nos prejudicando. Compreender os preconceitos em nossa avaliação do que acontece conosco nos ajudará a dar o passo final.



    Como podemos contribuir para um relacionamento tóxico por meio de nossos preconceitos?

    1. Preconceito ao status quo

    Um antigo provérbio diz que é melhor conhecer um mal conhecido do que um mal conhecido. A sabedoria convencional reforça a ideia de que é preferível que as coisas permaneçam como estão, a menos que sejam realmente terríveis. Somos vítimas do preconceito do status quo, uma preferência irracional para a situação atual.

    Basicamente, quando estabelecemos uma linha de base, ela se torna nosso ponto de referência e percebemos cada mudança como uma perda ou uma ameaça, mesmo que seja positiva. Na verdade, mesmo em relacionamentos tóxicos e distantes do ideal, podemos encontrar um equilíbrio precário.

    Quando adotamos essa mentalidade, preferimos a continuidade à mudança, um passado conhecido a um futuro incerto. Escolhemos a certeza do infortúnio ao invés do infortúnio da incerteza. Achamos que não vamos encontrar ninguém melhor ou tentar nos consolar pensando que na verdade não é tão ruim quanto parece.

    2. Aversão à perda

    Odiamos perder algo quando já investimos nisso, seja dinheiro, tempo ou esforço. Esta é outra razão pela qual ficamos presos em relacionamentos tóxicos. Na verdade, é um dos principais motivos pelos quais casais que construíram uma vida juntos, mas não têm mais nada em comum, não se separam.



    Quando aplicamos essa mentalidade aos relacionamentos, podemos nos tornar profundamente infelizes, nos apegando a um relacionamento que não nos satisfaz mais, só porque não queremos "jogar fora" tudo o que "construímos juntos".

    Assim acabamos focando apenas nas perdas, sem perceber o quanto poderíamos ganhar. Não há dúvida de que 5, 10 ou 20 anos de relacionamento é muito tempo e haverá histórias compartilhadas e muito investimento emocional, mas quando um relacionamento é tóxico, encerrá-lo é mais benéfico para ambos.

    3. Viés de confirmação

    Gostamos de pensar que cometemos pequenos erros e tomamos boas decisões. Esse pensamento nos conforta e nos tranquiliza. Portanto, não é difícil cair no que é conhecido como viés de confirmação. É a tendência de privilegiar os dados e pistas que confirmam nossas crenças, enquanto rejeitamos ou ignoramos aqueles que as negam.

    Esse fenômeno é ainda mais intensificado nos conteúdos de natureza emocional, como os relacionamentos. Quando não queremos terminar um relacionamento, provavelmente porque ainda existem fortes laços emocionais, tendemos a exagerar os aspectos positivos e minimizar os negativos.

    Na verdade, muitas pessoas que sofrem abusos em seus relacionamentos justificam seu parceiro dizendo que "ele é realmente uma boa pessoa". Quando o amor ainda existe, é difícil remover a venda para ver a realidade como ela é, por isso às vezes preferimos nos concentrar apenas no reforço positivo que recebemos, como um presente ou um detalhe inesperado. Isso nos mantém animados, pensando que a mudança está chegando, quando provavelmente não está.

    4. Efeito do consentimento falso

    Nossa mentalidade não é formada apenas com base em nossas experiências, mas também tomamos nota do que está acontecendo ao nosso redor. Na verdade, olhamos continuamente para fora para comparar o que acontece conosco com o que presumivelmente acontece com os outros. Mas, em comparação, não somos objetivos.



    Temos a tendência de pensar que nossos pontos de vista, crenças, valores e hábitos são mais difundidos entre o resto da população do que realmente são. Isso é conhecido como efeito do falso consentimento e pode se tornar uma das razões pelas quais ficamos presos em relacionamentos tóxicos.

    Se desenvolvermos essa mentalidade, acreditaremos que não há problema em tolerar esse relacionamento porque, afinal, a maioria dos relacionamentos é assim. Podemos pensar que "todos os casais brigam", "que todas as mães controlam" ou que "é normal o parceiro ser possessivo". Assim normalizamos a situação abusiva que vivemos, pensando que é normal, quando não é.


    5. Sentido de culpa

    A culpa é uma das piores correntes que nos mantêm presos em relacionamentos tóxicos. Existem pessoas que têm uma mentalidade altamente autocrítica ou a desenvolveram após anos de dinâmicas manipulativas, como a iluminação a gás.

    Nestes casos, é provável que a pessoa pense: "não é culpa dele, sou muito sensível" ou "dei-lhe boas razões". Geralmente, esse tipo de pensamento em que a vítima assume a culpa é uma tentativa de justificar o outro e manter o relacionamento em um nível aceitável, fechando os olhos para o abuso.

    No entanto, é importante ter em mente que, embora todo relacionamento seja uma coisa de dois, existem algumas linhas vermelhas que não devem ser cruzadas. E precisamente porque todo relacionamento é uma coisa de dois, deve ser satisfatório para ambos. Se o relacionamento é uma fonte de desconforto constante, pode ser a hora de encerrá-lo. Deixar o conhecido pode doer, mas não doerá para sempre.


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